sábado, 31 de julho de 2010

Uma voltinha pelo jardim...

Uma voltinha pelo jardim ao fim da tarde...


segunda-feira, 26 de julho de 2010

O Parque Nacional Wattenmeer


"Wattenmeer" em alemão, mar de Wadden ou mar Frísio em português, é a zona intertidal,  situada entre as ilhas fríisas e a costa dos Países Baixos, Alemanha e Dinamarca. É uma região que fica submersa com as marés e de uma riqueza de fauna e flora marinha incalculável.


Tem cerca de 450 km de comprimento, entre 5 e 30 km de largura, com uma área de cerca de 10 mil km².
O Parque Nacional Wattenmeer da Baixa Saxónia foi (em conjunto com o Parque Nacional Wattenmeer de Schleswig-Holstein) declarado pela UNESCO como Património Mundial em Junho de 2009.

Fotos do dia


Criei um novo blogue para aquelas fotografias que vou tirando no dia-a-dia mas que não vão tendo direito a postais escritos, e ficam por isso "esquecidas na gaveta".
Espero que gostem :-)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Klimahaus Bremerhaven 8º Ost


Será possível no mesmo dia viajar pela Suíça, Itália. Nigéria, Camarões, Antárctida, Samoa, Alaska e regressar à Alemanha?
Sim! Em Bremerhaven, na Klimahaus ("Casa dos Climas"), podemos fazer uma “viagem” ao longo do meridiano dos 8º Leste ( e 172º Oeste) , onde experimentamos o clima de várias regiões do planeta e conhecemos imensas coisas da vida desses povos.
A "Klimahaus Bremerhaven 8 ° Ost" é um museu de ciência situado no porto da cidade de Bremerhaven (noroeste da Alemanha). A forma de exposição do seu conteúdo é bastante original e interactiva .

Entrada da Klimahaus

terça-feira, 20 de julho de 2010

A escola primária de Focko-Weiland


“Três gerações da minha família frequentaram esta escola e é uma pena que seja fechada ao fim de 190 anos”, Steffan, 4ª classe.

“Estou triste porque vão fechar a escola”, Katharina”, 1ª classe

“Porque é que a nossa escola tem de ser fechada? Era tão divertida! Acho isso estúpido!”, Jana, 4ª classe.

Foi assim que alunos (e professores) da Escola Primária de Focko-Weiland, bem no centro da vila de Warsingsfehn (a 3 km daqui), se manifestaram colocando na vedação da escola pequenos cartazes, com a forma de lágrimas e algumas frases de tristeza e insatisfação.
Algumas “lágrimas” foram escritas com erros no alemão mas todas mostram tristeza porque a escola vai fechar. Aliás já fechou, pois o ano lectivo recomeça em breve (no dia 5 de Agosto; as férias são apenas de 6 semanas no Verão) e até já foi retirado um sinal de trânsito que limitava a velocidade a 20 km/h na zona da escola.


sábado, 17 de julho de 2010

A linguagem dos moinhos

 O moinho de Holtland

Já conhecia a linguagem gestual e a comunicação por sinais de bandeiras, mas esta linguagem surpreendeu-me.
Descobri num blogue esta imagem e o significado que tem a posição dos mastros dos moinhos. 


Significado da posição dos mastros dos moinhos na Frísia do Leste (Alemanha):

1.O trabalho hoje já terminou.
2.Não temos trabalho, podemos receber cereais para moagem.
3.O moinho está fora de serviço (reparação, férias, etc.)
4.Uma forma de protestar contra as autoridades
5.Aviso de perigo
6.Moinho engalanado por motivo de festejos
7.Celebrações da família do moleiro
8.Sentimento de pesar na família do moleiro
9.Polimento de mós, os cereais não podem ser moídos.

Naturalmente que este significado poderá variar de região para região. Também não tenho a certeza que todos os proprietários ainda utilizem esta linguagem. Além disso a maioria já não se encontra em actividade.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Criminoso identificado


Finalmente o "criminoso foi apanhado" em flagrante delito!  :-)
Agora há provas fotográficas que não deixam dúvidas sobre quem, todos os dias ao cair da tarde (que aqui é bem tarde no Verão) vem tomar conta do carro e olhar-se no espelho e nos vidros.
Os vestígios obviamente sou eu que limpo e continuarei a limpar com o prazer de ter a companhia e o encanto do seu canto :-)
É um bonitinho rabirruivo-preto macho. 

Na dúvida perguntei a quem sabe (aqui).

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Gansos-do-egipto


Ou do Nilo, em alemão: "Nilgans" (Alopochen aegyptiacus).
Nos passeios de bicicleta perto da nossa casa é frequente passarmos próximo de campos e lagos onde existem sempre muitas aves.
Desta vez foram os gansos "com óculos" que se ofereceram para ser fotografados :-)



Links relacionados:

terça-feira, 13 de julho de 2010

6:44, pequeno almoço vegetariano

Hoje de manhã, a 20 metros da porta de casa :-)

Segredando na orelha: "Cuidado que estamos a ser observados!"


segunda-feira, 12 de julho de 2010

Nos trópicos...

Aspecto de um pequeno jardim na cidade, hoje à tarde

O tempo tem estado assim: temperaturas acima dos 30, com muita humidade. De repente veio a borrasca, com trovoada e relâmpagos, choveu copiosamente, tudo acompanhado com rajadas de vento que chegaram aos 110 km/h.
O meu saber de velho marinheiro fez-me estar preparado, com as janelas fechadas e o material lá fora atado e bem seguro :-)
Apesar de observar que regulamente as árvores são podadas mesmo assim a Natureza acabou o trabalho e muitos ramos de árvores caíram.
Um cão da vizinhança fugiu com medo dos trovões e a cama elástica das crianças da casa ao lado "invadiu" o nosso espaço :-)
Pouco depois fazia sol e o pessoal enchia as esplanadas da rua principal de Leer. Reparei que também já decorriam os trabalhos de limpeza das ruas. Tudo de forma normal e com a eficácia alemã :-)

Muitos ramos de árvores caídos nas estradas e ruas da cidade

domingo, 11 de julho de 2010

Um jardim frísio


Ao longo de muitos séculos os frísios foram conquistando estas terras à Natureza. O que era uma região pantanosa e inóspita foi à custa de muito trabalho, com a drenagem das terras e a construção de diques,  transformando-se em terra arável e um bom local para se viver.
Mais uma razão para esta gente pôr tanto carinho nos seus jardins e nos espaço envolvente das moradias.
Há semanas atrás, um vizinho foi mostrar-me a região onde vivia antes. No nosso passeio fez questão de visitarmos um jardim de uma casal amigo e antigo vizinho, lá onde morava, a cerca de 10 km daqui.
Eu diria que não é um jardim, é uma vida inteira dedicada a cuidar daquele pedaço de terra. O resultado pode ter muitas interpretações mas é um jardim único e especial. Por isso aqui deixo umas fotografias do local.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Fehntjer Tief

Um ostraceiro (Haematopus ostralegus)

Fehntjer Tief é o nome de um dos inúmeros canais que cruzam esta região da Alemanha.
Nem é um dos maiores ou dos mais importantes mas merece um postal pelo agradável passeio de barco que nos proporcionou há pouco tempo.
Com saída de Timmel, local que já aqui referi (ver links relacionados no fim), o passeio estendeu-se por 2 horas através do lago de Timmel, de canais e pura natureza.
Este canal estende-se desde Grossefehn até à cidade de Emden e é navegável por pequenas embarcações. Uma parte do canal é zona de natureza protegida e o seu aproveitamento é principalmente turístico.
Terão de aguardar por um próximo postal para eu falar talvez sobre o complexo sistema de canais existente nesta região...
Para já fiquem com as imagens e quem desejar pode ver um álbum mais completo aqui.
E não se esqueçam de ver o postal mais abaixo da "descolagem difícil" :-))


quarta-feira, 7 de julho de 2010

Die Fähre

 

Trata-se do" ferry-boat" em inglês, barco de transporte através de rio ou lago, duma margem para outra (que é a definição num dicionário de língua portuguesa).
A Wikipédia tem como tradução para português o termo "balsa". Como marinheiro vou discordar e dizer apenas que balsa tem mais a ver com jangadas ou então salva-vidas.
Não vos vou falar da geografia da Alemanha  mas a importância dos rios foi sempre determinante na história e no desenvolvimento do país. Daí a existência de inúmeras travessias por "ferry" nos rios da Alemanha.
Não foi a primeira vez que precisei de atravessar um rio por "Fähre" (pronuncia-se "fêrre", clicar para ouvir) mas antes já tinha reparado como o sistema está bem organizado!
Pouco tempo de espera, depois entram 15 a 20 viaturas em mais ou menos 2 minutos e a embarcação larga.  Entretanto à medida que os carros entram o cobrador já está a vender os bilhetes, Daí a 5 minutos estamos a sair do "ferry" e pronto!
Atravessámos o rio Weser mais acima, poupámos a volta por Bremen, que implica atravessar a cidade, mais 60 a 70 quilómetros, e reduzimos a viagem em meia hora. Tudo por 4, 60 Euros (viatura com condutor e passageiro). :-)
(Ver vista no Google Earth: 55º 11' 446'' N, 8º 30' 50'' E)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Bad Zwischenahn


Já falei da região de Ammerland, nos postais dos rododendros (festival e parque), e ontem a visita foi a Bad Zwischenahn, também nessa região.
Bad Zwischenahn é uma vila com 27 mil habitantes, aproximadamente a 15 km da cidade de Oldenburg. Tem um lago com cerca de 3 km de extensão e por isso é uma das zonas de lazer da região. O aproveitamento do lago é principalmente turístico mas também permite a pesca de enguias. As enguias fumadas são uma especialidade gastronómica da região.


sexta-feira, 2 de julho de 2010

Julianenpark


Aprendi com os antigos boletins meteorológicos que uma noite tropical era aquela em que a temperatura durante a noite não baixava dos 20 graus Celsius.
Não faltará quem me venha dizer que noite tropical é nos trópicos, ou então que tem que haver aquelas bailarinas seminuas a dançarem à sombra de palmeiras :-)
Parece impossível mas a noite passada a temperatura mínima, aqui nas terras frísias, foi de 21 graus. E hoje é sempre a subir até aos trinta e tais. O problema é que esta temperatura com a elevada percentagem de humidade, que aqui existe sempre (especialmente no Verão que é quando há mais pluviosidade), torna o calor mais difícil de suportar.
Por isso escolhi imagens de um local fresco: o Julianenpark, em Leer.
Este parque é em área o maior da cidade, fica bem perto do centro, e é como todas as zonas verdes um local bastante aprazível, com trilhos para bicicletas, equipamentos de lazer e desporto e um pequeno lago que atrai muitas aves.
Parece-me estranho falar de zonas verdes numa cidade que é quase toda verde (o asfalto e as casas não!, pois estas têm aquele tijolo encarnado, típico da região).
O Julianenpark foi mandado construir pelo conde Carl Georg von Wedel (1827-1898), tendo em 1929 sido comprado pela cidade.


A localização do parque está assinalada com uma pequena árvore verde, na metade superior direita.