Já sei que os meus amigos irão retorquir dizendo que o verdadeiro bacalhau é o salgado e apetitoso, o verdadeiro bacalhau "português".
"Português", pela tradição e forma como está enraizado na nossa cultura e gastronomia. Sabemos que muito vem da Noruega mas curiosamente o Instituto Nacional de Estatística refere que as importações de bacalhau em 2013 foram quase todas da Suécia. É, aliás, o produto alimentar mais importado em Portugal. Pena que o nosso país tenha deixado de fazer essa pesca e já quase não existam fábricas de salga de bacalhau.
Como os amigos estão longe, e o povo diz "longe da vista, longe do coração", então o tal bacalhau genuíno, o salgado, o bom para o coração e hipertensão, não me chega até cá e também nunca arrisquei a comprar pelo correio.
"Quem não tem cão, caça com gato", hoje estou só com ditados populares :-), e assim consegui finalmente encontrar o verdadeiro Gadus Morhua, o príncipe dos peixes do Atlântico, fresco, tão fresco que até é congelado :-)
Na Alemanha chama-se "Dorsch" ou "Kabeljau", mas penso que sob este último nome também são vendidas outras espécies "aparentadas", como por ex. o Gadus Macrocephalus, do Pacífico.
De qualquer forma aqui fica a informação de que a designação "Dorsch" tem origem nas línguas dos povos do Báltico. Na Noruega, Dinamarca e Suécia o bacalhau do Atlântico é chamado "Torsk"; o bacalhau do Ártico é chamado "Skrei" na Noruega . Na Holanda chamam-lhe "Kabeljauw", é conhecido nos países de língua inglesa por "Cod", na França por "Morue" e na Rússia por "Treska".
Como se pode ver no prato (bastante simples e dietético, só para efeito ilustrativo no blogue) pela pele e textura o bacalhau fresco é muito semelhante ao salgado :-)
Curiosidades:
É o produto alimentar que Portugal mais importa:
No Brasil decresceram as importações de bacalhau propriamente dito, mas aumentaram as importações de filé de bacalhau, produzido na China: