Desta vez decidi fazer uma ilustração rápida sobre um dos temas da actualidade no último mês aqui na Alemanha: a introdução de um biocombustível, substituto da gasolina mas mais barato.
O novo produto, chamado E10, contém 10 por cento de etanol, e dizem que é seguro para 93 por cento de todos os carros registados na Alemanha e 99 por cento de todos os carros de fabrico alemão.
No entanto, e apesar de ser mais barato do que a gasolina comum, muitos automobilistas recusam-se a comprá-lo. Pode-se dizer que a sua introdução no mercado alemão começou como um grande falhanço, e boicote até!
O etanol é produzido a partir da cana-de-açúcar, mandioca, milho, beterraba e outros produtos agrícolas. Penso que aqui, na Alemanha, os lindos campos amarelos de colza também se destinam à produção de biocombustível.
Os opositores desta ideia dizem que os benefícios ambientais não são evidentes. A sua produção exige consideráveis emissões de dióxido de carbono (por ex. durante a colheita) e além disso o combustível é menos eficiente. Julgo que tecnicamente o problema poderá ser o menor desempenho dos motores em climas frios.
Por outro lado a produção de biocombustível pode significar menos terra disponível para o cultivo de alimentos, aumentando assim os preços dos alimentos.
Por outro lado a produção de biocombustível pode significar menos terra disponível para o cultivo de alimentos, aumentando assim os preços dos alimentos.
Fonte:
Nota final:
No Brasil está muito vulgarizada a aplicação de combustíveis com mistura de etanol (até em percentagens superiores). O Brasil é o maior produtor mundial de etanol.

É da praxis que a solução de um problema contém em si novos problemas por resolver... é esta a dinâmica do universo, cujo entendimento foi expressa por grandes génios do pensamento universal aí das tuas paragens, Goethe e Hegel, e posteriormente resumida pelo último deles,o excelso Karl Marx no seu materialismo dialéctico.
ResponderEliminarDe facto, a dinâmica capitalista orienta-se pelo lucro e só por ele, excluindo, portanto, qualquer visão de sustentabilidade de um sistema social na base de um distribuição da produção em função das reais necessidades dos membros dessa sociedade.
Tal como em outros artigos com que ilustras o dia-a-dia das tuas "paragens", mostra bem este que os nossos amigos teutões já começaram a topar a manha implícita nas "alternativas" verdes e não se iludem com "fantasias"... enfim, um povo elucidado é sempre mais difícil de governar pelo "sedutor" conselho administrativos do capital por mais que este apregoe que tudo o que faz tem em vista o "interesse geral" :-)
Abraço,
Pois parece que há uma manta ecológica e que esta não é lá muito elástica. Talvez o Brasil possa ter condições naturais que permitam ter uma equação não- negativa. Já os EUA se afigura continuarem a virar costas ao racionalismo ambiental e apenas se focarem num racionalismo económico imediatista: subsidiam a produção de etanol (ou outro ...ol qualquer) e tiveram quebra na produção de bens alimentares. Como se o solo arável fosse infinito! Temos que voltar às leis políticas que têm milénios: a (boa) política deve mandar na economia e não o suicídio que actualmente está em curso. Se a E10 utilizar recursos racionais, que não desviem recursos críticos, tudo bem. Mas duvido que seja o caso.
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