Argos nunca dormia, pois quando 50 olhos se fechavam para dormir, os outros 50 permaneciam abertos. Por isso mesmo era um excelente vigia.
A ciumenta deusa Hera, esposa de Zeus, deu-lhe a tarefa de tomar conta de Io, uma das muitas amantes do "pai dos deuses e dos homens", da antiga mitologia. Mas Zeus mandou Hermes que, disfarçado, contou tantas histórias a Argos, que fez com que este caísse de sono, até que todos os olhos se fecharam. Depois Hermes cortou a cabeça do gigante.
Mais tarde, para homenagear o seu fiel vigia, Hera transformou-o num pavão, pondo os 100 olhos na cauda da ave.
Os pavões indianos (pavo cristatus) foram domesticados há mais de 3000 anos. A beleza das suas caudas, com cerca de 150 "olhos" (o da fotografia tem exactamente 150!, podem confiar na minha contagem), é intrigante, com muitas cores, brilhos, e figuras em forma de crescentes em tons de azul e verde.
As cores cintilantes das penas do pavão são devidas a um fenómeno físico conhecido como interferência.
Tal como acontece com muitas aves, as cores vibrantes da plumagem não são devidas primariamente à pigmentação das penas, mas sim à forma combinada da reflexão da luz, devidas a interferência óptica de Bragg, na nanoestrutura das bárbulas das penas, que são iridescentes, ou seja, têm a propriedade de criarem cores diferentes.
O mesmo princípio aplica-se às cores brilhantes das borboletas, faisões, aves do paraíso e beija-flores. Ou ainda, as manchas de óleo na água, bolas de sabão, etc.
Uma boa explicação do fenómeno pode ser lida aqui:
http://www.moderna.com.br/boletins/files/ciencias/2010/024.pdf
A ciumenta deusa Hera, esposa de Zeus, deu-lhe a tarefa de tomar conta de Io, uma das muitas amantes do "pai dos deuses e dos homens", da antiga mitologia. Mas Zeus mandou Hermes que, disfarçado, contou tantas histórias a Argos, que fez com que este caísse de sono, até que todos os olhos se fecharam. Depois Hermes cortou a cabeça do gigante.
Mais tarde, para homenagear o seu fiel vigia, Hera transformou-o num pavão, pondo os 100 olhos na cauda da ave.
(clicar nas fotos para ampliar)
Os pavões indianos (pavo cristatus) foram domesticados há mais de 3000 anos. A beleza das suas caudas, com cerca de 150 "olhos" (o da fotografia tem exactamente 150!, podem confiar na minha contagem), é intrigante, com muitas cores, brilhos, e figuras em forma de crescentes em tons de azul e verde.
As cores cintilantes das penas do pavão são devidas a um fenómeno físico conhecido como interferência.
Tal como acontece com muitas aves, as cores vibrantes da plumagem não são devidas primariamente à pigmentação das penas, mas sim à forma combinada da reflexão da luz, devidas a interferência óptica de Bragg, na nanoestrutura das bárbulas das penas, que são iridescentes, ou seja, têm a propriedade de criarem cores diferentes.
O mesmo princípio aplica-se às cores brilhantes das borboletas, faisões, aves do paraíso e beija-flores. Ou ainda, as manchas de óleo na água, bolas de sabão, etc.
Uma boa explicação do fenómeno pode ser lida aqui:
http://www.moderna.com.br/boletins/files/ciencias/2010/024.pdf
Há tipos que até quando são mal-educados têm estilo!



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