segunda-feira, 17 de outubro de 2011

“Die Pünte"


Há poucas semanas mostrei um moinho que é “um dos últimos” do seu género. Hoje vou mostrar outro “dos últimos” na sua especialidade.
“Die Pünte”, em Wiltshausen, muito próximo de Leer, é um pequena barcaça operada manualmente, que permite a travessia do rio interior Jümme, próximo da foz do Leda, que por sua vez é um dos afluentes do rio Ems.
É o “ferry” deste tipo mais antigo da Europa setentrional.



As travessias não têm um horário estabelecido. Quando alguém precisa faz sinal e chama da outra margem :-)

Alguns têm sugerido que o nome “Pünte”, na língua local, terá tido origem no latim Pons, que significa ponte. Tenha isso ou não a ver com a existência ainda mais antiga da travessia, esta foi mencionada pela primeira vez em documentos de 1562 e funcionou sem interrupções até 1975. Os problemas com os custos de funcionamento levaram as autoridades locais a suspender então a travessia, mas um grupo de cidadãos formou um movimento de apoio e preservação que conseguiu voltar a fazer funcionar esta “relíquia” em 1988.
O número de “amigos” desse movimento, depois transformado em organização de solidariedade sem fins lucrativos, não parou de aumentar, e actualmente já tem simpatizantes pelo Mundo inteiro.
Em 2002 esta travessia histórica foi declarada monumento nacional.
A barcaça pode transportar 3 automóveis e 30 passageiros.
Funciona de Maio até ao fim de Setembro, a preços acessíveis. Este ano o período foi prolongado até ao dia 3 de Outubro, por ser o Dia da Reunificação.
Resta dizer que a travessia faz parte de um dos trajectos para cicloturismo mais importantes da região: a Deutsche Fehnroute.



Na confluência dos dois rios a corrente é muito intensa. Por causa disso, este ano no ínicio da época, morreu um dos homens que operavam o "ferry".




Aconselho também a visita a esta fotografia aérea :

3 comentários:

  1. Andavas com ela fisgada... e não deixaste que a barcaça vá desta para melhor sem registar as imagens para a posteridade.
    Enfim, excelentes imagens, sobretudo pelos enquadramentos que não são nada fáceis de conseguir

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  2. Obrigado amigo, estava a ficar triste por ninguém comentar um postal que me deu algum trabalho :-)

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  3. Andei em dezenas destas coisas na Guiné e em Angola (Cuando-Cubango); são práticas e muito ecológicas, pois não consomem combustíveis fósseis (excepto os gases eventualmente largados por quem dá à manivela...

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