domingo, 16 de junho de 2013

Quer ser feliz?


Então comece por comer grão-de-bico!
:-))
É um excelente alimento muito apreciado "pour moi" :-)
Além de imensas coisas boas, pois é isento de colestrol, tem bastante ácido fólico, cálcio, ferro, magnésio, e blá blá blá (podem ver aqui), o grão-de-bico possui uma grande quantidade de triptófano, utilizado para produzir serotonina, responsável pela activação dos centros cerebrais que dão a sensação de bem-estar, satisfação e confiança (in Wikipédia).
Ou seja, uma espécie de Prozac natural, e muito mais barato :-))
Convém não abusar para não ganhar habituação.
Se não gostarem finjam que é remédio!
Acabei de manjar esta tigela de grão (com bacalhau, cebola e coentros), e agora estou ... nas nuvens :-)
 
Actualização:
Junto um pequeno texto enviado pelo meu amigo CS, sobre a história do pitéu.

A DESFEITA DE BACALHAU COM GRAO é um acepipe tipicamente lisboeta. Ramalho Ortigão menciona-o na "Galeria das Figuras Portuguesas" nos seguintes termos: «... Nas ruas da Mouraria onde depois da meia-noite se vai comer o prato da desfeita, acepipe composto de bacalhau e grão-de-bico polvilhado de vermelho por uma camada de colorau picante.». E Eça de Queiróz faz o seu requintado Fradique Mendes saborear este pitéu na Mouraria em mangas de camisa. Nos meados do século XIX a mais popular das tascas lisboetas onde se servia o prato de desfeita era o João do Grão situado na antiga Carreirinha do Socorro, rua que então ligava a Rua dos Cavaleiros à Rua de S. Lázaro na Mouraria. O dono, que morreu em 1884 fora soldado da então Guarda Municipal da qual fora expulso por ter emprestado a sua farda a uma mulher que com ela se mascarou no Entrudo. Além do João do Grão havia mais duas tascas com fama de bem cozinharem o prato de desfeita, a do José do Borralho ao Campo de Santana na esquina da Rua do Moinho de Vento e a da Mariana do Grão, muito antiga e que existia junto do chafariz da Esperança. O nome de «meia desfeita» pelo qual também é conhecido este prato deve-se ao facto de os fregueses pedirem «meia (dose) de desfeita». 
 

6 comentários:

  1. Ainda há pouco comi “uma mão cheia deles” que comprei já tostados. Vi estas embalagens no supermercado e comprei por curiosidade. Não têm muito sabor mas gosto deles como snack. Por enquanto não estão a fazer efeito... ainda não estou em êxtase.
    Ficam tb muito saborosos se, depois de cozidos (uso os enlatados) forem tostados no forno durante uns 40 minutos. Um fio de azeite, uma ou duas folhas de louro e chalotas. Ficam um pouco estaladiços! Hmmm hummm... good! : )

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  2. Se calhar para fazerem efeito não pode ser em snack, tem que ser uma refeição completa :-)
    Assim tostados como snack, hummm :-)

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  3. Eu adoro grão-de-bico!!!

    Ao ver a fotografia fiquei com àgua na boca.

    Vou tentar a sua receita, Luís, mas sem bacalhau (quando estiver no Porto uso também bacalhau, mas aqui não o tenho).

    Vou também tentar a receita da Catarina, embora me falte o azeite, é mais fácil de o comprar no super-mercado mais próximo do que o bacalhau.

    Óptimas ideias para as ementas de Verão.

    Muito obrigada a ambos!!!

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  4. Olá Teresa!
    Este grão também tem pouco bacalhau, ontem tinha mais, mas hoje acrescentei-lhe só grão e coentros. Mas à vezes como só o grão (cebola, coentros, sal, pimenta) com azeite e um pouco de vinagre :-)

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  5. Está mesmo apetitoso!!! Gosto e como muitas vezes mas uso salsa em vez de coentros vou ter que experimentar esta versão :)
    Estive agora a comer a versão com feijão frade!!!
    XX

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  6. Pois eu esqueci-me de escrever salsa, que é talvez mais ususal. Mas como sou alentejano usei salsa e coentros :-)

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