sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Endlich!

Finalmente!
O presidente alemão acabou de se demitir.
Não resistiu ao último ataque que foi o pedido de imunidade da Procuradora de Hannover. As notícias estão nos jornais e por isso não vou entrar em detalhes.
http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=41728
Imagino que tentou ficar agarrado ao lugar para não ter de abdicar das mordomias de presidente reformado (só as teria se se demitisse por motivos pessoais ou políticos, e os actuais motivos não o são).
Imagino que ontem à noite ou hoje de manhã a Sra Merkel lhe tenha dito ao telefone que desta vez não o podia aguentar mais no lugar...
Saiu pela porta pequena, ainda por cima fazendo-se de vítima.
A opinião pública consciente e activa e o sistema judicial e político alemão funcionaram.
Afinal é possível em alguns lugares isso acontecer.

Como curiosidade, em 5 de Janeiro no blogue da Ematejoca li este post:
"Sem dignidade mas no poder"
Quanto tempo vai ficar Christian Wulff "colado à cadeira"?
http://ematejoca-ematejoca.blogspot.com/2012/01/blog-post_05.html

Na altura deixei lá este comentário :-)
"Entre zero a 5 anos, tudo é possível.
Em Dezembro imaginei que seria agora no princípio de Janeiro, mas pelo visto o tipo não desiste."
Afinal foi a 17 de Fevereiro.
Quando fizerem previsões façam sempre a longo prazo para não falharem :-)

Nota final: no caso vertente a palavra Presidente foi propositadamente escrita com letra minúscula.

4 comentários:

  1. Muito obrigada, Luís, por se referir ao meu post; nessa altura, não me passava pela cabeça, que ele ainda ficasse presidente tanto tempo.

    Como sabe, sou uma grande admiradora da Angela Merkel, a minha querida Angie, mas ela tem a mania ou táctica de afastar todos os bons políticos do lado dela e escolher políticos como um Wulff, que nunca me convenceu.

    FINALMENTE acabou a tortura!

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  2. A diferença entre Portugal e a Alemanha ou se se quiser entre o Sul e o Norte da Europa está bem patente neste episódio - Cavaco tem motivos muito mais prementes para se demitir ou ser demitido (o escândalo com as acções do BPN) e tal nem foi sequer seriamente equacionado, os jornais deixaram cair a história, a opinião pública esqueceu.
    Não adiantam mil leis contra a corrupção ou o favorecimento se nas veias dum país não correr esse sangue!

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  3. Jarra, nem mais!
    É mesmo um problema de mentalidades, e estas não mudam só por se fazerem leis.
    Além disso note-se que o Sr. Wulff básica e objectivamente só pode ser acusado de corrupção passiva, por ter aceite algumas férias pagas por amigos, e de ter tido um crédito bancário mais vantajoso do que o cidadão comum. Penso que a investigação da Procuradoria de Hannover tenta provar se ele recebeu dinheiro (em cash) ou não para uma dessas férias.
    Até agora ainda não ouvi ninguém dizer que ele beneficiou esses amigos. Se o tivesse feito de certeza que já teriam sido trazidas essas notícias a público.
    Lá diz o velho ditado: não basta ser sério é preciso parecer também.
    Infelizmente noutros países da Europa, factos muito mais graves do que o do caso Wulff, são aceites como normais.
    Repito, infelizmente!

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  4. Por desconhecimento meu faltou dizer no meu comentário anterior que no caso Wulff há ainda suspeitas de ele poder ter favorecido um amigo seu, realizador de cinema, que recebeu um subsídio do estado da Baixa Saxónia.
    Aqui fica o aditamento.

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